sábado, 7 de maio de 2011

Auto-estima versus individualismo

os últimos tempos, muito se tem falado sobre auto-estima. E, de alguma
forma, homens e mulheres a tem desejado arduamente. No entanto, algumas
pessoas confundem amor-próprio com individualismo e egoísmo. Ansiosas e
empolgadas com a possibilidade de gostarem mais de si mesmas, assim como
de reconhecerem com mais propriedade as suas qualidades, elas têm
perdido a noção do equilíbrio entre dar espaço para que o outro seja ele
mesmo e o seu próprio eu.

Tais pessoas passaram a valorizar a
idéia de que devem amar-se como são e, especialmente, que merecem ser
amadas exatamente da maneira que são. O resultado é que estão
equivocando-se quanto aos conceitos de relacionamento, amor e
felicidade.

Alguns dizem coisas do tipo: “Se fulano realmente me
ama, deve aceitar-me como sou”. Existe uma enorme diferença entre
aceitar o outro como ele é e engolir tudo o que este faz sem argumentar,
sem colocarse, sem reagir a nada. Quando você diz “não vou mudar
simplesmente porque fulano acha que estou errado”, sem ao menos refletir
e considerar o que está sendo dito, não é sinal de amor-próprio, e sim
de falta de humildade (além de arrogância).

Relacionamentos e
amor são veículos importantes para que consigamos perceber nossas
limitações e nossas dificuldades. Entretanto, se nos colocarmos como
donos da verdade (ainda que tenhamos razão), tornamo-nos cegos para a
oportunidade de reavaliar-nos, de ceder em alguns pontos e de admitir
nossos enganos muitas vezes.

Precisamos ser mais flexíveis para
perceber nossos enganos. Há momentos em que o outro tem razão. Quando
nos permitimos reconhecer isso, podemos construir, por meio dos
relacionamentos, a verdadeira autoestima, e não muros que nos distanciem
das pessoas, tornando-nos prepotentes e bem pouco atraentes.

A
auto-aceitação é um sentimento excelente, desde que inclua a noção de
que cometemos erros e, principalmente, de que só podemos ser felizes
se, na mesma medida, soubermos aceitar o outro com suas diferenças e
opiniões. Foi o que o Senhor Jesus ensinou.

A lei do Senhor se
resume em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si
mesmo. Este amar a si mesmo só pode ser de fato uma conquista rumo ao
amadurecimento quando se compreende que não se pode crescer sem a
presença das pessoas, sem a troca de experiências, sem ceder e
argumentar, sendo flexível, na medida justa do respeito ao próximo.

Existe
uma grande diferença entre individualidade — singularidade, nosso jeito
de ser — e o individualismo — considerar apenas a nós mesmos, sem
reconhecer a individualidade do outro, tornando-nos egoístas. Assim,
passamos a repelir as pessoas, o que nos deixa solitários. É isto
justamente que o diabo deseja e mais tem realizado.

Estamos
inseridos em uma sociedade onde as pessoas só estão pensando e vivendo
em função dos seus interesses. Alguns, caso julguem ser preciso,
destroem os seus semelhantes. Leia o que está em Mateus 7.12.

Como
conseqüência, temos visto o aumento dos transtornos afetivos, do
divórcio, dos assassinatos, dos roubos, da impiedade. Em busca de uma
auto-estima saudável, algumas pessoas estão tornando-se altamente
egoístas, avarentas, insensíveis.

Que possamos cumprir a recomendação de Efésios 5.2a: Andai em amor, como também Cristo vos
amou.
mensagens silas malafaia
Um forte abraço!

Nenhum comentário: