sábado, 26 de janeiro de 2008

Crimes Praticado Pelo Jovens

Encarceramento de jovens pode incentivar crimes
Lis Horta Moriconi 27/12/2006 - 09:00 | comente | enviar por e-mail | English | imprimir |

Traduzido por Shelley de Botton



Aprisionar jovens pode levar ao aumento dos casos de violência. A conclusão está em relatório lançado recentemente pelo Instituto de Políticas Judiciárias (JPI) de Washington, nos Estados Unidos. O estudo recomenda a adoção de medidas alternativas para jovens de baixa periculosidade como forma de garantir a segurança.



O relatório "Os perigos da detenção: o impacto do encarceramento de jovens", elaborado por Barry Holman e Jason Ziedenberg, analisou toda a literatura relativa ao tema em busca de uma resposta para o fato de apesar de os crimes cometidos por jovens terem diminuído, a população carcerária continua crescendo. O documento revela que a detenção de jovens, seja aguardando julgamento ou depois que cumprem pena, funcionaria como uma porta de entrada para o envolvimento desses jovens com o sistema judicial.



Um exemplo ilustrativo disso é o estado da Flórida onde a gravidade das ofensas está relacionada ao alto índice de reincidência. De acordo com os dados da pesquisa, jovens detidos são mais propensos a passar por intervenção judicial formal e ficar comprometido com o sistema correcional do que jovens da mesma idade que tinham cometido infrações mas não haviam passado pela experiência de detenção.



Não apenas os jovens estão sendo presos desnecessariamente, como nem todos acabaram atrás das grades. Em 2003, a proporção de jovens negros e jovens brancos detidos foi de 4,5 para um. Também foram detidos o dobro de jovens de origem latina em comparação com o número de brancos.



"Apesar de os jovens cometerem crimes na mesma propoção independente da origem étnica, as minorias têm um contato desproporcionalmente maior com o sistema judiciário", afirma Laura Jones, do Instituto de Políticas Judiciárias. Jones acrescenta que os autores do relatório optaram pelo termo "contato" para contemplar as muitas interfaces e instâncias em que as decisões são tomadas para conduzir os jovens para prisões. Essas interfaces incluem o contato com policiais, juízes e outros.



O caminho para a prisão



"No nosso país a detenção deve ser usada de forma limitada", disse Jones. "E somente nos casos em que se acredita que o jovem vai faltar ao julgamento ou representa ameaça para ele mesmo ou para a comunidade", explica.



Mas a prática comum não segue esta norma. Como revelado pelo JPI, 70% dos jovens estão sendo detidos por acusações de atos não violentos. Com freqüência, jovens que apresentam baixa periculosidade estão sendo presos pelo que conhecemos como Status Offenses, ou ofensas relacionadas ao seu estatus de jovem. Estão incluídas nessa categoria ofensas como faltar ou abandonar a escola, quebrar toques de recolher, ou violar liberdade condicional. Usar drogas, por exemplo, não seria considerada uma ofensa que justificaria exatamente detenção mas um tratamento diferenciado que não existe no sistema correcional.



Sistema objetivo de triagem



Como destaca Laura Jones, "a detenção de jovens é uma das mais caras e contra-producentes medidas propostas para combater o crime praticado por jovens".



O aumento da população carcerária ainda não foi contemplado pelos desenvolvedores de políticas públicas. Uma resposta veio da Fundação E. Casey para Aternativas à Detenção Juvenil (JDai) que criou formas alternativas de tratar os excessos cometidos pelos órgãos de segurança pública.



Entre as recomendações da JDai está, por exemplo, um sistema objetivo de triagem desenhado para ajudar policiais e oficiais de justiça a encontrar parâmetros objetivos para decidir se um determinado jovem deve ser levado sob custódia ou não.



Saiba mais:



Íntegra do relatório



Website do JDai
Comentários

Jovens na Prisao

Ha uma necessidade de uma triagem entre esses jovens, mas a lei tem que ser cumprida, medidas alternativas tem levado a comunidade a uma sensacao de impunidade, o que vem aumentando o numero de jovens envolvidos em praticas criminosas cada vez mais violentas. A triagem talvez possa ser um caminho, presidios diferenciados para aplicacao dessa triagem, mas a aplicacao da lei e nao penas alternativas, como o absurdo da lei das drogas, todos nos veremos o aumento significativo das praticas de furto, roubos em geral, pois para alimentar o vicio, jovens usuarios nao possuem emprego fixo para manter o vicio, e o Estado nao tem condicoes de aplicar a propria lei que criou pois nao ha clinicas ate entao para aplicacao da lei. Obrigado pela Atencao.
LUIZ ALVES (não verificado(a)) Qua, 10/01/2007 - 21:38 | responder | enviar por e-mail | |
Jovens na prisão

Não acho que são as medidas alternativas que estão criando um sentimento de impunidade e, por sua vez mais atos criminosos violentos... você fez uma relação meio estranha... relativizar as situações para melhor punir fragiliza a sociabilidade, portanto se tornam mais violentas??? A fragilização da sociabilidade ocorre porque os adultos e velhos não se vêem mais como "depositários" da melhor forma como se deve viver... a busca desesperada pelo novo ligado ao seu uso intenso é que cria um sentimento de que pode tudo e incerteza... grande pare dos jovens não querem mais esperar os adultos falarem como a vida deve ser vivida... Os jovens querendo "ser alguém" terem uma vida que "vale a pena ser vivida" querem viver de forma intensa mostrando sua capacidade. Se esse desejo é tolido em alguns segmentos, (onde "a vida" faz jovens ricos poderem tudo e os pobres ficarem olhando) é preciso fazer algo... o crime é uma alternativa. Sem esquecer que vivemos numa sociedade do fetiche deste capitalista exacerbado onde "ter é ser". A própria violência é sinal dos nossos tempos recentes. Consiga (compre) o que você quer e consuma ele de forma prazerosa. Viver são momentos de prazer. Lembre-se que a vida está recheada desses momentos, mas será que vai dar tempo de usufruí-las? Portanto, a violência é só mais um dos aspectos dessa atitude de viver intensamente. Quanto ao consumo pelo que parece ainda são os mais abastados que dominam o consumo enquanto a venda é para os mais pobres. Não sei de números para a questão racial nos presídios do Brasil, mas vou dar uma procurada. Bom acho que fiquei só respondendo o comentário do Luís em vez de falar da matéria ....
Fernando Pinheiro (não verificado(a)) Dom, 14/01/2007 - 15:44 | responder | enviar por e-mail | |
Consumo de Drogas

CARO FERNANDO PINHEIRO, NAO ENTENDI MUITO SUAS CITACOES SOBRE O ASSUNTO, MAS GOSTARIA QUE LER SUAS PROPOSTAS DE CONCRETO COM RELACAO AO ASSUNTO, POIS HA MUITO BLA BLA BLA, TALVEZ TUDO QUE VC QUIS DIZER EH MUITO LINDO, MAS ESTA LIGADO A REALIDADE VIVIDA NO BRASIL? NO BRASIL NAO TEMOS POLITICAS SOCIAIS PARA QUE TAIS PROPOSTAS DE PSICOLOGOS, PSIQUIATRAS, SOCIOLOGOS E OUTROS SEJAM COLOCADAS EM PRATICAS, SOU UM APLICADOR DA LEI NAO NAO VEJO MELHORAS NA LEI DE TOXICOS, VEJO MAIS INCENTIVOS AO USO. UM GRANDE ABRACO E AGUARDO SEU COMENTARIO.

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